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Cartão de débito, crédito à vista, crédito parcelado, Pix pela maquininha, antecipação. Cada venda no cartão passa por uma cadeia de taxas e prazos que, na correria do dia, quase ninguém confere. O resultado é conhecido: taxa cobrada acima do contratado e repasse que não caiu passam despercebidos por meses.

Taxa de débito, crédito e parcelado

Cada credenciadora, a empresa dona da maquininha, cobra uma taxa diferente por tipo de transação e, muitas vezes, por bandeira. Em geral:

  • O débito tem a menor taxa e o dinheiro cai em um ou dois dias.
  • O crédito à vista tem taxa maior e o repasse acontece em cerca de 30 dias.
  • O crédito parcelado tem a maior taxa, que costuma crescer com o número de parcelas, e o valor é repassado parcela a parcela, mês a mês.

Somam-se a isso aluguel da máquina, taxas de antecipação e eventuais tarifas por transação. Quando a loja trabalha com duas ou três credenciadoras, a quantidade de combinações cresce rápido.

Antecipação de recebíveis

Antecipar é receber hoje o que só cairia daqui a semanas, pagando um desconto por isso. Pode ser útil para cobrir um aperto de caixa, mas muitas lojas antecipam de forma automática sem perceber o custo. Uma taxa de antecipação que parece pequena ao mês pode representar um custo alto ao ano, principalmente sobre vendas parceladas longas.

Antes de manter a antecipação automática, compare o custo com outras fontes de capital de giro e avalie se o fluxo de caixa realmente precisa disso todos os meses.

Conciliação venda a venda

Conciliar é conferir se cada venda feita no cartão foi paga pela credenciadora no valor e na data certos. Ela tem três etapas:

  • Registrar no sistema a venda com a forma de pagamento, a bandeira, a credenciadora e o número de parcelas.
  • Calcular, com as taxas contratadas, quanto deveria cair e quando.
  • Comparar o previsto com o que efetivamente entrou na conta bancária.

Feita em planilha, essa conferência é trabalhosa e costuma ser abandonada. Feita pelo sistema, vira rotina: as taxas de cada credenciadora e bandeira ficam cadastradas, o sistema gera os recebíveis previstos a cada venda e você só confere as diferenças.

Os problemas que a conciliação encontra

  • Taxa cobrada acima do que foi negociado, às vezes depois de um reajuste não comunicado.
  • Venda aprovada que não foi repassada.
  • Cancelamento ou estorno descontado sem que a loja tenha pedido.
  • Parcelas repassadas fora do prazo.
  • Diferença entre o valor digitado na maquininha e o valor da venda no sistema.

Esse último caso é mais comum do que parece quando a maquininha não é integrada ao caixa. O operador digita R$ 158,00 em vez de R$ 185,00 e a diferença só aparece no fechamento, se aparecer. A integração por TEF, em que o valor vai do caixa direto para o pinpad, elimina esse tipo de erro.

Quando renegociar com a credenciadora

Com os números organizados, a negociação fica muito mais fácil. Você sabe quanto vende por mês em cada modalidade, quanto paga de taxa efetiva e quanto custa a antecipação. Alguns momentos favoráveis para renegociar:

  • Quando o faturamento no cartão cresceu desde a última negociação.
  • Quando outra credenciadora apresenta proposta formal com taxas menores.
  • Quando a conciliação mostra cobranças acima do contratado.
  • Na renovação de contrato ou troca de equipamento.

Leve para a conversa o relatório de vendas por modalidade dos últimos meses. Proposta baseada em número real costuma ter resposta melhor.

Uma rotina simples

  • Cadastre as taxas de cada credenciadora e bandeira no sistema.
  • Registre sempre a forma de pagamento correta na venda.
  • Confira semanalmente os recebíveis previstos contra o extrato.
  • Revise o custo da antecipação uma vez por mês.
  • Reavalie as taxas contratadas a cada semestre.

No SGE, o módulo Gestão de Credenciadoras guarda as taxas de cada maquininha e bandeira e mostra o que deveria cair na conta, para você conferir se o repasse bate com o que foi vendido. Com o TEF Pinpad, o valor sai do caixa direto para o pinpad, sem digitação e sem erro.

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